Uma semana muito longa
Entre reunião do FOMC, acordos do Trump e 160 divulgações de resultados
Fala pessoal, bora pro pregão?
Essa semana vai ser um divisor de águas para as próximas movimentações das bolsas, pois temos aproximadamente 35% do S&P reportando seus resultados do 3T’25. Dessas, 5 das 7 Mag-7 reportam: Microsoft, Meta, Alphabet, Apple e Amazon.
Ao todo, 160 empresas do S&P 500 abrem os números, e o mercado tenta fechar o mês colado nas máximas históricas.
Estou levemente otimista com essa temporada de balanços, principalmente após os fortes resultados do setor bancário (o que, estatisticamente, me ajuda a ficar positivo)
Adiciona mais reunião do FOMC na lista e buuum.. what a week!!!
Inflações
IPCA-15
A prévia da inflação foi mais leve que o esperado: o IPCA-15 de outubro subiu só 0,18%, abaixo das expectativas do mercado (0,21%). No acumulado de 12 meses, a inflação recuou de 5,32% para 4,94% — e com o qualitativo muito bom: núcleos desacelerando.
Os vilões dos últimos tempos deram uma folga… serviços subjacentes, bens industriais e alimentos caíram, ajudando a puxar o índice pra baixo. Do outro lado, os preços administrados subiram 0,24% (com a gasolina subindo 0,99%, e a conta de luz na bandeira vermelha.)
Mas o alívio deve continuar: com a Petrobras reduzindo o preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,14, a expectativa é que a inflação siga desinflando. Por isso, as projeções para 2025 foram ajustadas pra baixo — agora, o número esperado é de 4,6%. Ou seja: o dragão da inflação parece, finalmente, tirando um cochilo.
CPI
O CPI americano resolveu dar um refresco — e um empurrãozinho no otimismo dos mercados:
A inflação cheia subiu 0,3% no mês, e a núcleo (sem alimentos e energia) avançou 0,2% — ambas um décimo abaixo do esperado.
No acumulado de 12 meses, a inflação geral subiu levemente para 3,0% (vinda de 2,9%), enquanto a núcleo recuou de 3,1% para 3,0%.
A mensagem geral é positiva: há sinais de desaceleração suficientes para o banco central continuar seu ciclo de afrouxamento monetário.
Esses números só vieram a público porque, em meio à paralisação do governo, 100 funcionários do Bureau of Labor Statistics (BLS) foram convocados às pressas para divulgar os dados. A divulgação era precisa para que o Social Security (espécie de INSS americano) pudesse calcular o reajuste anual de benefícios até o prazo de 1º de novembro.
Agora que a missão foi cumprida, a Casa Branca já avisou: o relatório de outubro provavelmente não será divulgado. Ou seja, o dado de setembro virou protagonista — um astro solitário num palco vazio.
Morgan Stanley <> Brasil
Em seu último relatório, o Morgan Stanley está apostando que o Brasil vai começar a mudar o rumo da política monetária… mas só para março de 2026. O banco espera um ciclo de cortes de 3,5 p.p em um ano, ou seja, Selic indo para 11,50% ao fim do 1T’27. O banco não vê espaço para cortes esse ano.
Nesse ciclo, o banco elencou seus queridinhos no setor financeiro: XP, BTG Pactual e B3. Para eles, essas empresas estão no centro do setor e costumam reagir com força quando os juros longos começam a cair.
O mercado já vem se mexendo nessa linha: as ações mais sensíveis aos juros subiram 67% em dólares no ano, muito acima das demais, acompanhando a queda de cerca de 240 pontos-base nos DIs de longo prazo.
O banco segue “overweight” em Brasil, considerando o país uma “exceção global” em um cenário de juros potencialmente mais baixos.
Bitcoin
O ETF IBIT, de bitcoin, já o que mais entrega receita para a BlackRock:
No dia de hoje (ou ontem) nos mercados…
Hoje, mas em 1997, o índice Dow Jones Industrial Average caiu -7,18%, ou 554,26 pontos, fechando em 7.161,15. Foi a primeira vez que os “circuit breakers” de mercado foram acionados nos EUA
Memes:
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