Os impactos das decisões do FED
+ o que esperar da reunião do COPOM
Fala pessoal, bora pro pregão?
Essa foi a quinta vez na história que o FED corta juros com o S&P nas máximas históricas. E, olhando a estatística, em todas as ocasiões anteriores, o S&P 500 apresentou alta um ano depois, com um retorno médio de 20%.
O pior retorno foi um ganho de 15%, ocorrido no ano passado, em 2024.
Além disso, se o shutdown do governo durar até quarta, vai ser a mais longa parada do governo americano. Outubro foi o primeiro mês da história que o governo americano ficou fechado o mês inteiro.
COPOM
O copom se reune nessa quarta-feira para decisão da taxa básica de juros brasileira. Na última reunião, em setembro, o BC projetava uma inflação de 4,8% para 2025 e 3,6% para 2026. No seu Relatório de Política Monetária, também soltou uma estimativa de 3,4% para o segundo trimestre de 2027, o horizonte que o Comitê usa hoje como “meta de mira”.
De lá pra cá, o vento soprou a favor. As variáveis que alimentam o modelo de inflação do BC ajudaram a derrubar as projeções:
No Boletim Focus, a mediana para o IPCA desse ano caiu de 4,83% para 4,55%; para 2026, foi de 4,30% para 4,20%.
Os números correntes da inflação vieram abaixo do esperado: tanto o IPCA de setembro quanto a prévia de outubro surpreenderam positivamente, com destaque para os bens industrializados e alimentos.
E, lá fora, o cenário ajudou: as commodities internacionais caíram, especialmente as agrícolas.
O câmbio ficou praticamente parado entre as reuniões, rodando na casa dos R$ 5,40.
Já as expectativas para a Selic de 2026 caíram de 12,38% para 12,25%, enquanto as de 2025 e de 2027, ficaram estáveis em 15,0% e 11,0% respectivamente.
Com esse conjunto de boas notícias, o Copom deve revisar levemente para baixo suas projeções. Mas isso não significa que o tom do BC vá mudar de vez.
O comunicado pós-reunião provavelmente vai reconhecer, com certo alívio, que a inflação está mais próxima da meta — mas ainda vai usar aquele tom de “ainda não chegou”. Por quê? Porque o BC sabe que a batalha não está ganha. Para que a desinflação avance de forma duradoura, a economia precisa desacelerar mais amplamente — e isso exige juros altos por mais tempo.
Além disso, 2026 promete um novo impulso fiscal por ser ano de eleições. E o Copom certamente vai deixar esse alerta no radar.
Acredito que a decisão vai ser na linha de deixar a Selic por um “período bastante prolongado”, mas com menos ênfase na ameaça de novos aumentos!
QT x QE
Na quarta-feira passada, o Federal Reserve fez o que o mercado já vinha sussurrando há meses: cortou os juros em 0,25%, levando a taxa para a faixa de 3,75% a 4,00%, e a cereja do bolo foi o encerramento do Quantitative Tightening (QT).
Sim, o programa que drenou mais de US$ 1,2 trilhão de liquidez desde 2022 foi oficialmente encerrado. Desde o início do “tapering” lá em 2022, o mercado vinha sonhando com esse momento e sonhava também com o bom e velho Quantitative Easing (QE). O fim do QT é, portanto, o primeiro passo nessa direção.
Mas aí vem a pergunta de um milhão de dólares:
Se a economia está aquecida, o mercado de trabalho forte e as bolsas renovando máximas, por que o Fed resolveu afrouxar agora?
A resposta está nos bastidores do sistema financeiro: Nos últimos meses, as reservas bancárias começaram a ficar escassas. O ritmo acelerado do QT e a montanha de emissões do Tesouro criaram risco de falta de colateral (garantias) no mercado.
Os repo rates dispararam em outubro, o SOFR subiu acima da meta dos Fed Funds, e os indicadores de estresse começaram a piscar em amarelo. Por fora, tudo parecia bem. Por dentro, a situação lembrava perigosamente o que vimos em 2019, quando o sistema quase travou.
E tem mais: o Fed quer limpar o balanço de MBS (títulos hipotecários) e manter apenas Treasuries. Ou seja, vai continuar deixando os MBS vencerem, mas passará a recomprar o mesmo volume de Treasuries que expira — mantendo o tamanho do balanço estável.
O Fed aprendeu a lição de 2019, quando reagiu tarde demais e precisou correr para expandir o balanço de emergência. Desta vez, Powell preferiu agir antes do estouro. Powell chama isso de risk management: administrar riscos antes que eles virem crises.
Afinal, política monetária age com atraso, e o Fed não quer descobrir tarde demais que apertou demais. O foco agora é saúde da liquidez e estabilidade financeira, mais do que a batalha final contra a inflação.
Mas calma: isso não é o retorno do QE, nem o início de uma nova era de dinheiro fácil.
O Fed não está buscando inflar mercados — só quer garantir que o sistema financeiro não trave de novo.
Não entendeu nada disso?
No dia de hoje (ou ontem) nos mercados…
Hoje, mas em 1999, o Nasdaq fechava acima de 3.000 pontos pela primeira vez.. no olho da bolha dot-com.
Memes:
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