Leitura da Super-Quarta
mais uma com emoções medianas
Fala pessoal,
Durante a semana escrevi e falei sobre as expetativas dessa rodada de reuniões de políticas econômicas:
E o resultado final foi muito em linha, com pequenos detalhes na comunicação:
O Copom manteve, de forma unânime, a Selic em 15%, permanecendo no maior patamar desde 2006. No comunicado, o Banco Central deixa claro que pretende deixar a taxa por “período bastante prolongado”. A surpresa foi os comentários, sobre a possibilidade, ainda que remota, de ter que continuar subindo juros. Com certeza esse não é o cenário base, mas acho que a própria menção a isso trás um risco desnecessário para os mercados. Um ruído que não precisava. No fim, o comitê reforçou que segue vigilante, pronto para recalibrar o GPS da política monetária se for preciso.
No FOMC, desde 1993, ou seja, há 32 anos, que não tínhamos 2 votos dissidentes na mesma votação: Michelle Bowman e Christopher Wallace votaram a favor de uma redução de 0,25%. O recado? O clima está mudando, e a pressão que era de fora pra dentro, agora começa a ser interna também.O comunicado do Fed também trouxe duas mudanças em relação à reunião anterior:
“A atividade econômica continuou a crescer em ritmo sólido” foi substituído por “o crescimento da atividade econômica desacelerou no primeiro semestre do ano”;
A palavra “diminuiu” foi removida da frase “a incerteza sobre as perspectivas econômicas diminuiu, mas continua elevada”.
Essas alterações, junto com os votos dissidentes, indicam uma postura um pouco mais “dovish” por parte do Fed.
Com tudo isso, o mercado vai jogando xadrez com dados disponíveis. Depois dessa rodada, as estimativas ficaram:
SELIC: cortes só no primeiro semestre do ano que vem — embora alguns ainda mantenham fichas em uma possível redução na última reunião de 2025, em dezembro.
Fed Funds: 45% de chance de corte já na próxima reunião, em setembro. A probabilidade caiu em relação aos 63% de ontem, mas o mercado ainda aposta em dois cortes até o fim do ano.
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