Expresso Financeiro #022
+ Ata do Copom mar/25
Fala pessoal,
Ontem tivemos a divulgação da Ata do Copom. Segue o link do documento a íntegra e aqui já fica meu alerta: nada melhor do que ler o documento direto da fonte do que se basear em headline de notícias. Mas se não for possível, estou aqui para passar os principais pontos, e minha visão sobre os acontecimentos do mercado financeiro. E com certeza você conhece alguém que também se interessaria por esse conteúdo, então, por favor, considere compartilhar essa news e me ajudar a escrever cada vez mais!
A ata em si confirmou as principais sinalizações da decisão divulgadas na semana passada e reforça a visão de que o fim do ciclo de aumento de juros se encontra próximo. Isso não quer dizer que, necessariamente, iremos começar a discutir cortes de juros, e sim que após uma subida entre 50bps-100bps, devemos entrar em campo suficientemente restritivo para a economia.
Uma frase interessante da ata foi que “diante da elevada incerteza, optou-se por indicar apenas a direção do próximo movimento”. Com uma sinalização sem indicar magnitude, o mercado esta ficando no meio entre o range de 25bps-100bps para o aumento da próxima reunião. Um comunicado parecido foi quando o BC reduziu o ritmo de subida lá em 2022, onde na época não tinha indicado a magnitude e no fim aumentou em 50bps - metade dos 100bps anteriores.
Uma desaceleração da atividade econômica é esperada, e necessária, para a convergência da inflação para o centro da meta. Ficou reforçado o papel da inflação nesse momento do ciclo, e a importância dela para a diretriz das próximas decisões. Duas frases nessa linha:
“As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, elevaram-se novamente em todos os prazos, indicando desancoragem adicional e tornando assim o cenário de inflação mais adverso.”
“O cenário de convergência da inflação à meta torna-se mais desafiador com expectativas desancoradas para prazos mais longos e exige uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”
Por fim, tanto comunicado quanto a ata acredito que afugenta cada vez mais o risco de um BC político, pelo menos nesse momento do ciclo, e tira um risco de cauda para os mercados. Reforçando: neste momento. Não estou falando que toda a gestão será técnica, mas nesse momento, não temos espaço nenhum para nenhum tipo de posicionamento diferente do foi sinalizado!
Nas condições atuais meu palpite é de 0,50% na próxima, seguido de 0,25%, chegando na selic terminal em 15,00%.

