Chips: Micron, SK Hynix e Samsung no clube trilionário
De repente, semicondutores sentam na mesa das big techs
Fala pessoal, bora pro pregão?
Você conhece a narrativa atual: chips em falta, demanda nas alturas e preços subindo como foguete… basicamente isso explica por que o S&P 500 segue batendo recorde, mesmo com o consumidor americano mais pessimista do que nunca desde 1978.
→ No setor, a Micron, carimbou o passaporte para o clube trilionário. Horas depois, SK Hynix e Samsung também passaram desse nível. De repente, as fabricantes de chips começaram a sentar na mesma mesa que as big techs.
O curioso é que esse rali tem dois combustíveis bem claros.
1) O clássico de Wall Street: otimismo. Com muitos analistas, inclusive, aumentando bastante o preço-alvo.
2) Geopolítica versão Vale do Silício: a “guerra da IA”. A China anunciou avanços tecnológicos próprios, e o mercado interpretou do jeito mais direto possível: se a corrida está acelerando, quem vende picareta (ou melhor, chip) vai faturar mais.
Até pouco tempo atrás, o hype estava todo concentrado nas gigantes da tecnologia, lideradas pelas Mag-7. Mas o mercado caiu na real… para fazer IA, não basta promessa bonita e data center com nome chamativo. Tem que gastar… muito! E esse dinheiro está indo direto para fornecedores como as fabricantes de semicondutores.
Se alguém tivesse feito o trade “short nas big techs e long em chips”, estaria rindo à toa agora. Mas, mesmo com a disparada, muitas dessas empresas ainda não parecem caras nos múltiplos tradicionais. A Micron, por exemplo, negocia a preços até mais baixos que o próprio S&P 500 em termos de lucro projetado. O detalhe, sempre ele, é que esses lucros projetados estão subindo numa velocidade quase suspeita.
E aí mora o risco… porque, em ciclos explosivos como esse, o mercado faz uma coisa muito bem: exagerar.
A narrativa é simples e perigosa ao mesmo tempo: se essas projeções se confirmarem, os fabricantes de chips vão imprimir dinheiro. Se não… bom, aí a memória do mercado pode falhar… e esquecer bem rápido por que pagou tão caro por tudo isso.
E segue para a próxima narrativa
ETFs: 5.000 fundos, 4.000 ações
Tem mais ETF listado nos Estados Unidos do que empresa na bolsa.
O número de fundos negociados em bolsa bateu a marca dos 5.000, já superando o total de ações disponíveis, que são cerca de 4.000.
→ Institucionais, advisors e gestoras de todo tamanho estão empilhando dinheiro em ETFs. Em abril, os ativos em ETFs americanos subiram quase 10%, chegando a US$ 14,9 trilhões, segundo o J.P. Morgan.
Parte relevante foi para estratégias ativas, ETFs temáticos, setoriais, de nicho. O Roundhill Memory ETF, lançado há um mês com foco em chips de memória como Micron e SK Hynix, captou mais de US$ 10 bilhões. Foi o mais rápido da história a bater essa marca
Os IPOs mais aguardados da história (SpaceX, OpenAI, Anthropic…) provavelmente vão reforçar, e não reverter, a dominância dos ETFs. Quando o acesso direto é restrito, o investidor vai para o fundo que já tem o ativo. É mais fácil, mais barato e, muitas vezes, mais diversificado.
A era do stock-picking de varejo não acabou, mas ela claramente perdeu espaço no centro da mesa.
E agora veremos o etfs-picking
No dia de hoje (ou ontem) nos mercados…
Hoje, mas em 1933: o presidente Franklin D. Roosevelt sancionava a Securities Act, que exigia que todos os emissores de ações e títulos publicassem um prospecto divulgando riscos, conflitos de interesse e participações acionárias. Com a população clamando por vingança contra WS após a grande crise de 1929, o projeto de lei foi aprovado na Câmara dos Representantes sem qualquer debate ou votação nominal.
Ontem, mas em 1896: Charles Dow publicava o primeiro Índice Dow Jones Industrial. Ele era composto por 12 ações industriais, com um valor inicial de 40,94.
Aspas
“No sense in thinking small. Don’t water down your vision.
A remarkable amount can be accomplished if you are willing to think longer term than most and work hard each day.”
Memes:
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