Calmaria após a tempestade
IPCA setembro | Lista de nomes para o FED
Fala pessoal,
Depois do stress de sexta, hoje estamos com as bolsas globais reagindo positivamente ao tom mais ameno dos EUA com a China. Novas conversas foram abertas entre os dos países, e, no momento, não vejo nenhum deles querendo escalar isso de alguma forma.
Mas o modus operandi do Trump continua o mesmo: sempre joga a bomba quando os índices estão nas máximas, para ter margem de manobra.
O IPCA caiu, mas a conta de luz não sabe disso
O IPCA deu uma boa respirada, mas ainda se encontra “fora de forma”, e longe da meta do Banco Central. Em setembro, o índice subiu 0,48%, um pouquinho abaixo das projeções do mercado, e acumulou alta de 5,17% em 12 meses. O vilão da vez? A conta de luz, que disparou 10,3% com o fim do desconto de Itaipu, e a gasolina, que subiu 0,75%. Ainda assim, o resultado foi melhor do que o esperado, especialmente nos serviços, um dos itens mais sensíveis da cesta de inflação. Os alimentos também ajudaram a segurar o IPCA, caindo 0,41%. Mas atenção: a trégua deve acabar no fim do ano, com a entressafra e o calor apertando.
Com os dados de setembro, o Boletim Focus já fez um revisional para baixo do índice para 2025: caindo de 4,80% para 4,72%. Contudo, porém, todavia, com o número ainda acima da banda superior da meta, a Selic deve continuar em patamar elevado por mais tempo.
Resumindo: o IPCA pode ter desacelerado, mas ainda não chegou na linha de chegada. E, até lá, o Banco Central deve continuar de apito na mão, marcando de perto qualquer deslize da inflação
Quem quer ser o próximo presidente do Fed?
Parece até roteiro de algum seriado corporativo… depois de uma maratona de entrevistas digna dos processos seletivos mais acirrados do mundo, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, finalmente reduziu a lista de candidatos ao cargo mais poderoso do planeta (depois do próprio Trump, claro): o próximo presidente do Federal Reserve.
Dos 11 concorrentes originais, sobraram cinco finalistas. São eles:
Michelle Bowman (a atual vice do Fed);
Christopher Waller (membro do conselho);
Kevin Hassett (ex-chefe do Conselho Econômico Nacional);
Kevin Warsh (ex-Fed);
Rick Rieder (da BlackRock, estrela de mercado e comentarista frequente na TV).
Mas calma, o vencedor não será anunciado com direito a envelope dourado tão cedo. Com Bessent ocupado entre as reuniões do FMI em Washington e uma viagem pela Ásia com Trump, o processo deve se arrastar até depois do feriado de Ação de Graças.
A ideia é entregar uma “shortlist” ao presidente, que deve primeiro nomear o escolhido como governador e só depois promovê-lo a chair: um jeitinho técnico para garantir um mandato completo de 14 anos.
Nos bastidores, Rieder parece ter caído nas graças do secretário. Conhecido pelo cabelo impecável e pelas análises sobre juros que circulam em todos os group chats de traders, ele é o único do grupo que nunca trabalhou no Fed — o que, para Bessent, pode ser um ponto a favor. Afinal, o secretário tem deixado claro que quer alguém disposto a repensar o papel do banco central, reduzir seu tamanho e, quem sabe, colocar o quantitative easing de volta na caixa de ferramentas esquecidas.
Enquanto isso, Trump segue dando pitacos (como sempre), criticando o Fed por não cortar juros mais agressivamente e flertando com a ideia de “demitir” quem ousa discordar dele. O episódio recente com Lisa Cook, suspensa após acusações de fraude hipotecária que ela nega e cujo caso agora está nas mãos da Suprema Corte, só aumentou as dúvidas sobre a independência da instituição.
No fim das contas, o cargo de presidente do Fed nunca foi tão politizado, nem tão acompanhado de perto. E com Trump no comando do roteiro, dá pra esperar de tudo: de discursos inflamados sobre juros a uma cerimônia de anúncio com fogos, hinos e um “You’re hired!” ecoando da Casa Branca.
No dia de hoje (ou ontem) nos mercados…
Hoje, em 1989, era uma sexta-feira 13 que assustou os mercados. A proposta de aquisição alavancada da United Airlines enfrentou um obstáculo financeiro e o índice Dow Jones despencou quase 7%. Foi o fim da onda de títulos de alto risco da década de 1980.
Já em 13 de outubro de 2008 tivemos o oposto: a alta explosiva nos mercados após anúncio de liquidez coordenada. Em meio à crise financeira global, esse dia foi marcado por uma recuperação do Dow Jones, que subiu 11,08%.
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