Big Techs: dois caminhos, dois destinos
o racha nos caminhos do IA
Fala pessoal, bora pro pregão?
Nesta semana, Meta e Microsoft divulgaram resultados trimestrais bastante parecidos no papel, mas o mercado resolveu tratar cada um como se vivesse em universos paralelos. Enquanto as ações da Meta saltaram 10%, a Microsoft despencou outros 10%, no seu pior sell-off pós balanço da última década, apagando mais de US$ 350 bilhões em valor de mercado.
As semelhanças são claras: as duas bateram as expectativas de receita, começaram a mostrar sinais de que a IA finalmente está virando dinheiro e anunciaram capex mais alto do que o esperado, puxado por gastos com data centers e infraestrutura de IA.
As diferença apareceu no detalhe: O capex da Meta, que a empresa pretende dobrar neste ano, soou mais digerível. Afinal, a companhia entregou crescimento de receita de 24% ano contra ano, turbinado por um negócio de publicidade que parece indestrutível. Já a Microsoft cresceu 17%, respeitável, mas com um porém: o Azure, coração do seu negócio de nuvem, desacelerou levemente.
Outro
pequenogrande detalhe: o backlog de vendas da MSFT é 45% da OpenAI. Ou seja, extremamente concentrado em apenas uma empresa. Você, querido leitor, já sabe o que acontece com concentração…
Nas expectativas passadas: ambas bateram, tanto na receita quanto no lucro. Isso mostra a narrativa vigente e comentamos um pouco disso aqui.
Em um outro ringue, a Apple fez o movimento oposto. As ações subiram após a empresa reportar um trimestre recorde de US$ 143,8 bilhões, superando as estimativas principalmente graças a um boom nas vendas de iPhones.
A diferença de narrativa é clara. Enquanto a Microsoft aposta pesado em infraestrutura (data centers, chips, capacidade de computação) a estratégia de IA da Apple está embutida direto nos aparelhos que os clientes já têm e amam. Assim, atualizações de software viram um empurrãozinho para trocar de hardware, e não uma aposta bilionária em obras e servidores que só vão se pagar lá na frente.
Se esse filme se repetir nos próximos trimestres, o rótulo “Big Tech” pode rachar em dois gêneros bem distintos:
Os construtores de infraestrutura de IA: empresas como a Microsoft, que colocam bilhões na mesa agora e deixam a monetização correr atrás do prejuízo depois.
Os habilitadores e distribuidores de IA: empresas como a Apple, que plugam IA em produtos existentes, estimulam upgrades imediatos e geram caixa quase instantâneo.
Vale o aviso: isso não é o veredito final sobre quem vai dominar a próxima década. Provavelmente haverá vencedores nas duas pistas, e tanto Microsoft quanto Apple devem continuar indo muito bem enquanto ajustam suas estratégias.
No dia de hoje (ou ontem) nos mercados…
Hoje, mas em 1934, o presidente Franklin D. Roosevelt assinava a Gold Reserve Act, transferindo todo o ouro detido por particulares para o Tesouro dos EUA e proibindo o resgate de ouro.
Aspas
“The problem stems from the US seemingly abandoning the rules-based international order it has previously supported, which means investors can’t trust the US dollar or investments going forward.”
Lars Christensen, CEO da Paice
Memes:
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