BC calçou o tênis, mas ainda não saiu correndo
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Fala pessoal, bora pro pregão?
O Banco Central soltou a ata da última reunião do Copom e, basicamente, confirmou o roteiro que já estava no trailer. Se tudo correr como o esperado, o ciclo de cortes começa em março.
Na minha leitura, o texto pode ser lido como um corte de 0,50 p.p. na Selic em março.
O Copom reconhece que o cenário internacional continua incerto, especialmente por causa da política econômica dos EUA, que mexe com o humor (e o bolso) do mundo inteiro. Em tempos de tensão geopolítica, países emergentes precisam andar com cuidado, olhando para todos os lados antes de atravessar cortar. Mas o tom melhorou um pouco, com o O BC admitindo que a incerteza deu uma melhorada.
No cenário doméstico, o Copom parece relativamente satisfeito. A atividade econômica está desacelerando na medida certa e a inflação vem ajudando, mostrando alívio tanto no índice cheio quanto nas medidas subjacentes. E, talvez mais importante, as expectativas de inflação começaram a se reaproximar da meta.
O balanço de riscos segue o clássico:
Do lado negativo: entra no radar uma possível desancoragem das expectativas, uma inflação de serviços mais teimosa do que o esperado e combinações pouco felizes de políticas econômicas que pressionem o câmbio.
Do lado positivo: desaceleração maior da atividade doméstica, um esfriamento global mais intenso e uma queda adicional nos preços das commodities.
Apesar disso, o Copom preferiu não se comprometer com o tamanho nem com a velocidade do ciclo de cortes. A mensagem é clara: tudo vai depender dos dados. E os juros só deixarão de ser claramente contracionistas quando a desinflação e a ancoragem das expectativas estiverem bem consolidadas.
Março é logo ali.. e o Copom já calçou o tênis, mas ainda não saiu correndo!
Copasa: da torneira estatal para o mercado
A privatização da Copasa saiu do campo das intenções e começou a ganhar cara de transação bilionária. Pelas contas dos bancos, a oferta de ações pode movimentar algo entre R$ 8,8 bilhões e R$ 10 bilhões, e a expectativa é que isso aconteça ainda no primeiro semestre! O governo de Minas divulgou os documentos com a modelagem do processo, dando o sinal verde para o mercado começar a fazer conta de verdade.
O desenho lembra bastante o da Sabesp: a operação deve ser 100% secundária, com o Estado vendendo ações, e prevê a entrada de pelo menos um investidor estratégico, que pode ficar com até 30% da companhia. Nesse cenário, Minas sairia de controlador para acionista residual, com algo em torno de 5%.
Na fila de interessados para o papel de sócio estratégico já surgiram nomes de peso como Aegea, Kinea, Perfin e Suez. Quem entrar, porém, não poderá sair correndo: o investidor terá lock-up de quatro anos e, além disso, metade da posição só poderá ser vendida a partir de 2033 ou depois que a Copasa cumprir as metas de universalização de água e esgoto.
Se nenhum investidor estratégico aparecer, o plano B é vender toda a fatia atual do governo, hoje em 50,03%, o que poderia elevar a conta para algo próximo de R$ 9,8 bilhões.
O modelo também mantém o governo mineiro com algumas cartas na manga: haverá acordo de acionistas garantindo poder de veto em temas estratégicos, e o estatuto deve impor um teto de 45% de direito a voto para qualquer investidor ou grupo.
A volta do home-office
Depois de anos de home office, pantufa e câmera desligada, São Paulo está oficialmente de volta ao crachá no pescoço… e isso já apareceu no preço do aluguel. Com as empresas puxando o time de volta para o presencial, a vacância de escritórios de alto padrão na cidade encostou nos níveis pré-pandemia, aumentando a briga pelos endereços mais disputados e empurrando os valores para cima.
Levantamento mostram que, ao fim de 2025, a taxa média de vacância dos prédios A e AA ficou em 14,7%, um nível considerado “neutro” no agregado. Mas esse número engana: em regiões queridinhas como a Faria Lima, a vacância já caiu para 6%, e na avenida Paulista é ainda mais apertado, com apenas 4%.
E onde falta espaço, o preço sobe. A Nova Faria Lima segue no topo do ranking, com aluguel médio pedido de R$ 303 por metro quadrado em 2025, com casos pontuais chegando a R$ 350. A combinação de localização premium com pouca oferta tem sido a receita perfeita para esse reajuste.
No total, São Paulo terminou o ano com 5,1 milhões de metros quadrados de escritórios de alto padrão, aluguel médio mensal de R$ 117/m² (alta de 12,2% em relação a 2024) e pouca novidade do lado da oferta. Foram entregues apenas 84 mil metros quadrados no ano, o que não acompanha o apetite das empresas.
As grandes negociações ajudam a contar essa história. Em 2025, a cidade registrou dez contratos acima de 10 mil metros quadrados, o maior volume desde 2016, com destaque para operações envolvendo Nubank, Banco ABC, Banco do Brasil e Saint Paul, especialmente na região da Paulista e no centro expandido.
Para se perguntar: quais Fiis você tem na carteira se beneficiam da alta dos preços? A localização deles vai surfar essa volta do presencial?
No dia de hoje (ou ontem) nos mercados…
Hoje, mas em 1913, o IR federal nasceu com a 16ª Emenda à Constituição dos EUA. Ela revogou o Artigo I, Seção 9 da Constituição, que proibia expressamente um IR geral.
Hoje, mas em 1690, a Colônia de Massachusetts emitia o primeiro papel-moeda da América Colonial.
Ontem, mas em 1869, um jornal de Nova York noticiava que uma auditoria descobriu que os administradores de diversas igrejas da cidade haviam usado milhões de dólares de fundos fiduciários eclesiásticos para especular no mercado de ações. Várias paróquias haviam hipotecado seus prédios para cobrir chamadas de margem.
Aspas
“We are an n of 1, and these numbers prove it. Palantir is alone in choosing to exclusively focus on scaling the operational leverage made possible by the rapid advancements of AI models”
Do figurasso Alex Karp, CEO da Palantir
Memes:
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