2020 vs 2026: petróleo sobrando, reações opostas
+20 bi de btcs minerados
Fala pessoal, bora pro pregão?
De contango a backwardation: as duas crises do petróleo
O mercado de petróleo já mostrou várias vezes que consegue ser bem peculiar. Um bom exemplo aconteceu seis anos atrás, quando o preço do petróleo americano despencou quase US$ 56 em um único dia. O detalhe mais surreal: ficou negativo. No auge do caos, alguém podia literalmente receber US$ 37,63 por barril para comprar petróleo no mercado futuro.
Parece um episódio distante do que vemos agora, com contratos chegando perto de US$ 100. Mas, curiosamente, algumas semelhanças ajudam a entender o momento atual:
Em 2020, o mercado já estava inundado de petróleo depois de uma disputa de produção entre Arábia Saudita e Rússia. Então veio a pandemia de COVID-19 e paralisou viagens pelo mundo, derrubando a demanda. Os países produtores até decidiram cortar produção em abril, mas para os EUA já era tarde: uma semana depois, o preço do petróleo WTI entrou para a história ao ficar negativo.
Isso aconteceu porque contratos futuros de West Texas Intermediate não são apenas um número na tela. Eles exigem a entrega física de mil barris em Cushing, Oklahoma. Na época, os tanques estavam tão cheios que quem ainda tinha espaço de armazenamento virou rei — podia cobrar caro para guardar petróleo. Resultado: vendedores praticamente pagavam para alguém assumir o contrato.
O curioso é que a crise atual também tem um elemento físico parecido: petróleo sobrando no lugar errado. Países do Golfo, com dificuldades para enviar navios por questões de segurança e seguro, acabaram lotando seus estoques e tiveram de reduzir produção, mesmo com preços atraentes na tela. Essas distorções aparecem claramente nos futuros.
Em 2020, o mercado estava em forte contango: contratos para entrega mais distante eram bem mais caros que os de curto prazo. Quem tinha armazenamento barato podia comprar petróleo físico barato, guardar e vender contratos futuros mais caros.
Agora vimos o oposto: uma backwardation extrema. Na segunda-feira, a diferença entre o contrato de abril e o de setembro chegou a US$ 35 por barril. Um dia depois, caiu para cerca de US$ 13 depois que o presidente Donald Trump disse acreditar que a guerra terminaria “muito em breve”.
A mudança rápida sugere que o mercado estava apostando em um conflito longo, e precisou recalibrar a narrativa de repente. Algo parecido aconteceu em 2020: o contango extremo diminuiu quando investidores começaram a acreditar que o choque da pandemia seria temporário.
Quem precisava de petróleo agora pagou caro pelo chamado “convenience yield”. Já em 2020, quem estava afogado em barris praticamente implorava para alguém levar o produto.
Em ambos os casos, especuladores aproveitaram uma anomalia rara de preços, algo lucrativo, mas que nunca dura muito. E machuca muito os “aventureiros” que entram nessa onda.
O boom no market cap das mag-7 após o lançamento do chatGPT:
Cripto bros
Ontem o mercado de cripto atingiu um marco histórico: já são 20 milhões de bitcoins minerados, representando cerca de 95% de toda a oferta prevista, que são de 21 milhões.
As estimativas são que todos os BTCs serão mineradores apenas por volta do ano 2140.
No dia de hoje (ou ontem) nos mercados…
Ontem, mas 2000, o índice Nasdaq fechava em 5.048,62, seu maior valor histórico no auge da bolha da internet. Em seguida, caiu 78% a partir desse nível nos dois anos seguintes.
Hoje, mas em 2020, a OMS declarou que o vírus Covid-19 era uma pandemia. O mercado de ações estava muito à frente, e já estava em queda livre. O índice S&P 500 perdeu mais de um terço do seu valor em apenas algumas semanas.
Aspas
“Every founder building an AI tool is asking the same question: what happens when the next version of Claude makes my product a feature? They’re right to worry. If you sell the tool, you’re in a race against the model. But if you sell the work, every improvement in the model makes your service faster, cheaper, and harder to compete with.”
Julien Bek da Sequoia
Memes:
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